Chama-se Babell, e a escolha do nome não é inocente: esta torre de vozes múltiplas, criada pela Fundação Livraria Lello em parceria com o município portuense, promete derrubar as barreiras entre os livros e as pessoas, levando a literatura para onde ela raramente chega – a rua.
Entre 24 e 30 de junho, o Porto vai receber presenças ilustres que raramente se encontram num único lugar. A Nobel polaca Olga Tokarczuk, o britânico-indiano Salman Rushdie, a canadiana Margaret Atwood – autora de "O Conto da Aia" – e o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han já confirmaram presença nesta celebração da palavra escrita.
"Não queremos ser apenas mais um festival literário", declarou Rui Couceiro, comissário do evento, durante a apresentação que decorreu no cenário cinematográfico da Livraria Lello. "A nossa ambição é dupla e clara: criar o maior evento literário porque aspiramos a democratizar verdadeiramente a leitura, alcançando o máximo de pessoas possível. E ser o melhor porque esta cidade extraordinária merece nada menos que a excelência."
O conceito passa por criar um "ecossistema literário vivo" – conversas espontâneas em jardins históricos, leituras ao crepúsculo junto ao Douro, debates em praças centenárias. A literatura sai das prateleiras e ganha vida nas pedras milenares da cidade.